sexta-feira, 30 de maio de 2014

Eram os deuses Astronautas?

segunda-feira, 19 de maio de 2014

MEU MACACO FAVORITO

Êita, nóis! Etanol! Whyski, here we go, a go-go!

Assim, por etapas, a admiração miou, a confiança foi pro brejo, o amor morreu. Foi uma morte lenta, dolorida, mas, foi, graças à Deus! Voltei a me sentir liberta, senhora. Responsável unicamente por meus atos e não por nuances compulsivas de culpas e deméritos, inconsistentes cujo sentimento que me tirava o ar, alimentava a desordem pretérita do outro como um daqueles bichos de rio tropical, que grudam na gente e sugam, sugam, sugam até você arrancá-los do corpo. Ficam as marcas durante um tempo, cicatrizes, não.

Má, ôi! Bem melhor agora!

Charlton Heston, macho forte, protetor, sobrevivente, carinhoso. Quem nunca?


Deixa avisar, mas esse monte de qualidade não existe, ta? 

Pelo menos não numa pessoa só.
Aceite. Quáááááá!





segunda-feira, 5 de maio de 2014

Boa semana boa

Vamos abrir os olhos, enlarguecer 

Boa cidade, bons mal-entendidos, bons trânsitos, boas novas, bons desafios, boas metades, bom menos "desconfio" Tudo sendo bom, ruim fica melhor .
Já testei faz tempo. O único preço por enquanto é parecer idiota às vezes. Mas tem aquele lance de o povo te achar idiota com você sabendo tudo. Maquiavel já ensaiava Sun Tsu na arte de  todo o dia. Tarzã, não.  O lance é matar um monstro do lago Ness ao romper de cada aurora. 
Boa semana boa, John Boy.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Migalhinhas

À noite vem tudo. Pensamentos, idéias, um roteiro inteiro. Porém, enquanto a mente trabalha, o corpo sente o peso do dia e se recusa a acompanhar o chefe. É a força proletária pondo banca no patrão. Mesmo isso, só de noitinha.

Pois.

Instalei o app do blogger. Facíllicícimo e rápido. 

Assim, espalhando migalhinhas do/no pensamento, talvez não perca tanta coisa boa

domingo, 27 de abril de 2014

Destroços

CENA 01. - EXT-HIGWAY- 

FUMAÇA SAINDO DOS CARROS ENVOLVIDOS EM UM GRAVE ACIDENTE. CÂMERA SAI DO CÉU AZUL TURQUESA E CORRIGE PARA DENTRO DE UM CHEVROLET BRANCO. ENTRA DENTRO DO CARRO. OUVE-SE GRITOS E RUÍDOS. O ACIDENTE ACABARA DE ACONTECER. ELA ESTÁ COM A CABEÇA SANGRANDO E PARTE DA DIREÇÃO AMASSA SEU ROSTO. CÂMERA CORRIGE PARA SUA MÃO. UM PAPEL RESPINGADO DE SANGUE ESTÁ ENTRE SUA MÃO ABERTA E O BANCO DO PASSAGEIRO. CÂMERA APROXIMA E COMEÇA A "LER AS PALAVRAS". EFEITO. PALAVRAS NA TELA. TRANSFORMAM-SE EM VOZ E EM CENAS NARRADAS. AMBIENTE LISÉRGICO, UMA VIAGEM MENTAL.


Se havia uma coisa que eu fazia questão de ser quando crescesse era ter um bom caráter, ser do bem e com isso fazer a diferença no meu e no sopro dos outros.

Durante um tempo até consegui. Quase tive um milhão de amigos apenas sendo o que era. Com bons-humores, mal-amados, bem-quereres, muita música, cinema e filosofia entre um  novo destilado e outro, uma nova experiência, sóis. luas e avenidas. Largos da Pólvora e Vilas Gomes me traziam e deixavam nos lugares que queria estar. Assim como meus pés que de tão andantes são fortes e duros nessas novas caminhadas que a vida me impôs quando era o momento de me recostar no peito e suspirar.

Se havia alguém que eu acreditasse que teria um futuro brilhante, era eu.

Até que...

Tenho mais vitórias, sempre tive. Venci muitas guerras, a última ainda enfrento raspando o tacho do que ainda pode haver de perdão e compreensão no peito e na mente. Raspando bem o tacho, porque está muito difícil. É quando vejo que é preciso mais religiosidade e filosofia em minha vida para conseguir perdoar. É preciso perdoar. Não sem antes publicar, como uma confissão às avessas, a Odisséia da que foi sem nunca ter sido.

Vivi experiências maravilhosas, a maior de todas, a maternidade. Isso foi meu. Não dava para tirar. Ainda que tentasse, não podia amamentar. Ainda que quisesse, não conseguia sentir os movimentos dentro do meu corpo, e meu corpo dando formas a outro ser. Não acredito que se conforme de não poder gerar. Gerar uma vida a partir da minha vida, dos meus batimentos cardíacos, dos meus sonhos, do meu sangue que bombava mágicas para aquele coraçãozinho em formação.

Guardados os tempos que vivemos, fui uma daquelas Helenas que despem-se pros seus maridos, poder e força de Atenas sem saber que  era eu mesma o orgulho e a raça, apenas.

Então...

É incomensurável o estrago do Um sobre o Outro. O estratégico e meticuloso plano independente de vida.
E foi assim, como o silêncio após o Tsunami. Alguns gemidos de dor ouvidos perto, longe, tantos que não é possível reconhecer a própria tragédia. Aqueles minutos em que a consciência parece se ajeitar como um peão de corda parando de girar até cair para o lado. Morto.

Assim, meticulosamente, minou o terreno em volta para que a fuga fosse difícil, para que no trajeto da ida fosse pisar no escuro, correndo o risco de uma explosão, deixando um pedaço naquelas terras tão valiosas. Uma fuga lenta, desordenada, cercada de perigos.

Que fosse, mas que se aleije. Capenga, vai! Vai pra ver como é a vida sem as muralhas de cimento, vai! Mas que  deixe pedaços, que não saia inteira já que perder nunca foi uma opção.

Pisei em minas, sim. Ficaram partes que sozinhas são absolutamente dispensáveis. E podem ser substituídas.

Assim meus pedaços estão desviando de minas, armadilhas e mensagens subliminares e sinais enganosos como que num deserto, tivesse que vencer as tentações. A sede, a fome.

Guardadas as fábulas fabulosas, sobrevivo a  pragas do Egito, depois de ser entregue como alimento para insetos que primeiro roeram os sapatos, depois as carnes, entraram pelo sangue enfraquecendo os órgãos, tirando o fôlego e força física.

Guardados os tempos e o grau de crueldade, fui uma Rebeca. Esquecível. Atormentada psicologicamente por outra mente, apagando sonhos, desejos e palpitações que fazem a vida ser a vida que nos emociona.

Depois de lhe enfraquecer o físico, enlouquecer a razão, que vá! Atordoadamente hipo-estimada, desvalorada, desvalida. Que vá de volta ao zero de onde  acredita ter encontrado o corpo, numa quebrada qualquer da vida.

Que volte para a esquina, engano seu, com menos do que veio porque não há papéis que neste mundo sejam menores que palavras e o caráter que eu consegui ter quando cresci. E que me trouxe aqui. Diante de mim mesma, reconhecendo enganos e desejos que deixei, porque sonhei.

E sonhei, sonhei, sonhei. Até ficar com dó de mim. E depois me cansei, cansei, cansei de colocar a culpa em mim.

Ninguém em sã consciência procura a infelicidade e cria doenças.
Minha consciência é sã. Como meu corpo é saudável, quente. que como a minha mente e sonhos, foi mal explorado e dá sinais que pode dar muito, muito mais a cada descortinamento. Está pronto para o novo.

Se havia algo que eu queria, havia. Tudo o que eu podia ser e não fui.

É muito difícil definir o estrago feito. Medir a circunferência da cratera. Tudo isso desfez de mim o que era.
Impossibilitou-me de ser.

Que o meu bem volte, que eu consiga reconstruir esse país destroçado pela guerra. Que eu me reerga em tempo de ainda voltar a sentir o que meu coração não diz. Há outro coração a espera, eu sei. Não há o que perdoar a quem não pede perdão, sequer reconhece o mal e a força propulsora em sua direção

Efêmero, mirim.
Que seja feliz, sim. Sim!

Longe de mim.

Ao meu filho: estou feliz. Pela primeira vez decidida a tentar ser feliz. Me desculpe sair da maneira que saí, tinha medo de desistir. Eu voltarei, tenha certeza. Sei que estará bem e confortável. Mas é muito importante que saiba que qu2mmmmmmmmmkl

CORTE DE CENA BRUSCA. FREADA. ACIDENTE. VÁRIOS SONS DE CARROS BATENDO UM ATRÁS DO OUTRO. COMEÇAM GRITOS. BUZINAS. FUMAÇA.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Se lhe Parece

Muitas vezes já me desencontrei dos habitantes desse mundo. Achei que não fazia parte dele. Antes mesmo de entender regras sociais, já desconfiava dos nãos e proibidos ensinados por uma mãe machista, dona de casa e extremamente adorável. Daquelas que sujava o avental de ovo, que deixava um bolo sempre quentinho e cozinhava de saia xadrez e saltinho scarpin quando éramos crianças. Fazia tudo pelos filhos e marido, uma mulher e esposa exemplar. Amor nunca me faltou. Cuidado, carinho e brincadeiras também não. Ela era toda filhos. Toda família.

Mas não parecia ser da minha espécie. Eu sabia que diante de tal situação a resposta deveria ser "não", apesar de não sentir assim. E percebia que muitos "nãos" tinham tudo a ver com o mundo que ela pertencia e que deveriam ser mais, deveriam ser NUNCA. Graças, seus "nãos" me salvaram de muitos apuros, causas que poderiam ser perdidas. Ela me ensinou a viver neste mundo muito bem.

O problema era conhecer este mundo e conflitar com quase tudo. Em plena guerra fria, dentro e fora de casa, tudo era meio de viés. As poesias, os jornais, as conversas, o pode e não pode. Tinha primeiro de abril que éramos obrigados a cantar o hino nacional da escola. Tinha primeiro de abril que não se podia sequer comentar o assunto. Proibido.

Na verdade, minha relutância com os nãos vinham da falta do "sim". Tinha pouco sim na minha infância, pouco sim na adolescência. Em contrapartida, nessa época, transgredir era uma delícia.

Fazer escondido o proibido que hoje é vendido em loja de conveniência, era muito, mas muito mais definitivo. Era a nossa tatuagem. Ficava tatuado, marcado para sempre dentro do corpo. E nos identificávamos, os zuretas.

Graças à Deus, conforme o tempo foi passando, descobri que há muitos, muitos diferentes iguais. Meu primeiro grande amor, meu namoradinho, me respondeu:"eu também sou diferente, não penso como eles querem que eu pense". Amor. Tenho vontade de falar com ele até hoje, saber como está, se sucumbiu ao sistema...

Meu segundo grande amor sucumbiu ao sistema que eu sei. Mas antes disso foi um espetáculo, fizemos história um na vida do outro.

Meu terceiro grande amor também era um transgressor e continua a ser. Sensibilíssimo, de sentimento e mãos delicadas, um gênio. Continua sendo um grande homem delicado, genial, fiel às suas loucuras internais, maiores que as minhas. Admirável.

Meus amigos nunca foram desse planeta. graças!
Com todos eu podia conversar sobre qualquer coisa.

Era a época. Época fértil e boa, boa fornada de pessoas. Onde tudo era melhor definido. O bem era o bem e o mal era o mal e ambos convivendo dentro de nós, cabendo a nós controlar os ânimos e escolher qual o lado era nosso de fato.,

Tantos filmes e frutos naquela época que não consigo, confesso, deixar de pensar nas mudanças.

Homem usar brinco era um escândalo. Quando vejo alargadores tamanho 15, 20 e corpos lindos tatuados, me encontro lá nos anos 70, onde provavelmente teria me perdido no Marrocos, Índia ou Barcelona, trabalharia em Londres e filosofaria em Paris voltando ao Brasil com marcas pelo corpo, alma e mente.

Não me vanglorio do que digo, não acho que seja vantagem. Mas quero ainda fazer parte do paraíso onde vivem as pessoas que admiro. Quero fazer parte dele, quero chegar e procurar o meu lugar.

O problema é que meus heróis estão indo pra festa no céu. Chego até a pensar, pelo rumo que minha vida tomou, que minha felicidade esteja lá, no céu.

Quando o dia chegar... ah... quando chegar!


sábado, 29 de março de 2014

Perdigotos

Não se entrega a vida a nin-guém.

Se existe essa coisa de estágio de evolução, esta minha vida servirá muito bem à próxima Carmen. Muito bem mesmo.
Esta vida me deu todas as variações e intensidade de sentimentos. Fez dessa passagem o filme que será exibido no fim com uma riqueza de detalhes que a próxima eu, seja Eu quem for, não vai saber o que se passou e será muito e bem melhor, talvez feliz.

Fusca, minha memória vermelha e bege
Folga de direção, enchente e liberdade
Alves Guimarães, a consciência
João Moura: Rock escondido, trabalhos árduos
Dona Maria, silva pen, papelaria
Godofredo Furtado, burro e tarado.

O Calvário mais doce e feliz, o melhor
Eu amei quando não tinha nada.
Eu amei e tive tudo.
Entrega, bocas, mãos, peitos, coxas, corpos rígidos, novos, jovens.
Arfares e silêncios que jamais se revelarão.

Outro século

Amei muito meu menino, meu amigo, meu herói
Meu menino, meu exemplo, minha ternura, minha bravura
Meu querido, minha auto-estima, minha consciência, meu respeito, meu bem.
Meu incesto, meu amor  irmão,
A saudade infinda... quero lhe ver, tanto, tanto...
Ninguém, nunca, me fez assim, sentir assim, saber assim.
Meu amado, minha luz. Me ilumina, lembra de mim.
Vou lhe ver quando estiver chegando? Vou? Me espera na saída? Na entrada? Me pega na escola? Me ensina? Me leva...?
Meu amor, meu irmão, meu parceiro, meu menino, meu ôco, meu vazio, meu pedaço.
Tão cedo...  tão forte... tão sempre.

E de novo salta o coração em outros braços. Arrebatamento;
Forte, intenso, sexo farto. No escuro, segredo. Sexo sem nexo, nús sem estragos. Nús e os dados. Nús pela primeira vez. Peles e beijos e pernas e planos confusos, desencontrados. Adiados. Perdidos.
Meu melhor amor, o mais bem amado, cultuado, tatuagem apagada. Marcas para sempre.
O amor mais bem feito, o prazer mais bem dado. A troca que busquei em outros corpos e nunca mais encontrei. O desejo que ainda hoje habita meus sonhos e me faz abrir os olhos assustada

Os mambembes, os teatros, as canções e os violões. Os olhares desvendados, os segundos separados, eternos. Era ser um só. A troca que busquei em outros corpos e nunca mais...

Depois,

Amei muito e desamei.
Pensei que amava, era descuido
Não amei, mas gostei dos beijos,
Aventurei e quase santa viro a outra
Fui a outra. Quase inteira.

Este século

E quando meu coração estava desarmado, cor de rosa, limpo e puro, foi invadido. Tomaram posse: um mais um igual à um. Era um. Invasão bárbara.
Pensei que amaria para sempre. Não imaginava não saber. Não era amor.
Protegia, ensinava, me encantava, me entreguei.
Abri as portas e deixei entrar.
Conquistar. Laçada para dentro de um novo mundo que o tempo mostrou não ser admirável.
A recusa em prestar atenção aos sinais. Os sinais, meu irmão amado querido... era você tentando me alertar, meu amor? Você que tanto sabia de mim, de tudo, me lia como ninguém mais leu. Foram seus sopros que ignorei na nova jornada?

Nunca mais.

Arrumei a sala, as malas e me trago de volta pra mim.

Nunca antes.

Um mais um igual à um. Igual à ninguém.

Nunca mais.

Me roubaram a confiança, a inocência, a crença; levaram o rosa do meu coração.
Sem alegria, nunca mais.
Irreversível.

Nunca mais. E embora acredite piamente que todas as experiências acrescentam, decresci.
Tenho lutado muito; já tive pena, tive dó. De mim, inclusive.

Hoje não mais. Sou amadora. Sei amar. E bem. Gostoso. Meus amores passados e intensos me cutucam, surgem do  refrão de uma música, numa esquina, num livro encostado há anos com dedicatória. Meus sinais.

Nunca, nunca mais.



sábado, 22 de março de 2014

Meu Malvado Favorito.

Estoy enamorada...

Putin Continua bravim. Mas os meus dias....

É como namorado. Quando a vida lhe dá um tempo e você fica carente, não aparece um. Quando engata um relacionamento com aquele "mais ou menos" que vai lhe fazer companhia, todos os lindos aparecem dando mole pra você.

Já é o terceiro Job que recuso por ter me comprometido com outro trabalho. E não adianta que sou assim. Compromisso é compromisso. Ou faço direito e dou o melhor de mim - seja lá o cargo que estiver ocupando - ou não assumo. Uma vez assumido, é infinito enquanto dure.

Obrigada aos amigos, colegas e parceiros que me procuram para trabalhos tão interessantes e lindos. Não desistam. Um dia dará certo, havemos de conciliar.

Se vira nos 30, fia...

quinta-feira, 6 de março de 2014

Estamos Temporariamente Fora do Ar



Esperando o Putin ficar Bonzim para melhor serví-los. 




Voltamos já, já.