segunda-feira, 3 de junho de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
A Mulher Nua (parte - repostagem)
- 140?!!
A receita ali, ao
lado do computador. A atendente não parava de teclar. Os olhos fixos na
tela.
- Cada caixa.
- !!
Pensou no barulho das
máquinas de escrever.
- Posso conseguir um
desconto pra senhora... deixa eu ver...
Massageou o rosto com
as duas mãos, como no tempo que usava lentes de contato e não podia tocar nos
olhos, lavando o rosto sem água. Teclava. Se fosse máquina de escrever a
farmácia pareceria um cartório. Cartório de hoje já parece farmácia. Se fosse
máquina de escrever não estaria na farmácia. Olhou para os lados e, vencida,
segurou o rosto entre as mãos, os cotovelos no balcão. Máquina de escrever,
farmácia, cartório... É. Talvez o remédio fosse necessário. Opinião médica. Já
passava da 3ª., então não havia mais como resistir.
140 cada caixa. Dois
comprimidos por dia, vezes x comprimidos... 3 caixas.
Talvez devesse ir ao
cartório. Ou à Bienal. Ou à Patagônia. Viu uma foto de sua tia na Patagônia.
Todo o mundo diz que a Patagônia é linda. Talvez o dinheiro fosse melhor gasto.
- Em quantas vezes?
- 3, no cartão.
A carteira imensa se
perdia na bolsa maior ainda, cheia de zíperes e partições. O som agora
vinha de uma TV fixada no alto da parede. Momentos decisivos de uma novela
de sucesso. Quando não olhavam para as telas do computador, era para a TV
toda a atenção da farmácia. Melhor assim, o constrangimento de procurar a
carteira por tanto tempo, ficaria entre ela e a bolsa enorme. A carteira que
também tinha mais partes e zíperes e muitos, muitos cartões: de pizzaria,
serviços, grandes ex-amigos. O que ainda faziam lá? Há tanto tempo não
precisava daquele departamento da carteira. Decidiu: chega de teias e aranhas,
chegando em casa, jogar tudo fora. Para dar espaço para coisas novas.
- A Sra. Faz um
favor? Preenche o cadastro pra gente? Assim recebe nossas promoções!
Sobrinha de
farmacêutico alemão e dono de loja árabe, promoção era coisa do tio do Oriente.
É estranho, ainda é estranho. Tudo se transformando em loja de conveniência 24
horas: até farmácia. Pior se as promoções forem de remédios. Imaginando receber
folhetos do tipo: “mês da neosaldina! Leve duas e pague 3!”; “dipirona em
liquidação: imperdível!”.
Estava difícil
encaixar seus sentimentos naquela realidade. Difícil entender porque sofria
tanto. Porque não dava de ombros à tudo e se isolava numa praia, na serra, vivendo
com o som da natureza, poucos diálogos humanos e sendo amada por cães ou gatos
que dão carinho em troca de nada. Claro, com um bom computador para não perder
o contato com o mundo, e para que o mundo soubesse de sua vontade de ser
ouvida, compreendida, reconhecida, ainda que preferisse um status à lá
Garbo. Talvez não preferisse. Talvez estivesse sendo empurrada para a solidão.
Talvez entendesse melhor Greta Garbo agora, desglamourizando
a frase. Era real, era sua vida também. “I want to be alone”. Como se já
não estivesse. Talvez ela já estivesse sozinha.
- Vai em 3 mesmo,
senhora?
Estranho ser chamada
de senhora.
- Sim, por favor.
- (...)
- (...)
- Senhora?
- Sim?
- A senhora poderia
me dar o cartão, por favor?
- Ah! Claro...
desculpe.
- Imagine, senhora.
Senhora para mim era
a Nossa Aparecida e minha mãe. Minhas tias, qualquer mulher que tivesse mais do
que 30 anos quando eu tinha 10. Senhora hoje, no modo como as pessoas se
tratam, é quase uma ofensa. Um cinismozinho básico. Melhor que “Tia”. Mas a moça
do balcão nunca a iria chamar de “Tia”. “Vai em 3 mesmo, Tia?”. Nem no
cartório. Só na rua. Nem na rua. Na rua era Madame, Colega, Chefia... tudo
porque estava dentro deum carro. Dentro sempre de alguma coisa, ou de alguém.
Queria estar do lado de fora. De alguma coisa e principalmente de alguém. Daí
vinham as dores. E se abrisse a porta do carro, saísse? Economizaria quase
400. Não haveria mais dor, será?
Greta Garbo sabia das
coisas. Muita gente sabia das coisas. E sabe. Por que eu não sei? Se perguntava
enquanto levava a cestinha para o caixa. Deu uma espiada na novela, estava
quente mesmo. E a chamaram de Senhora, cumpriram seu papel no
atendimento. Tudo certo. O teclado, o “zuiim” da maquininha cuspindo um
papel amarelo avisando que ela estava 400 mais pobre. O carro. O suspiro. O não
querer ir e não ter opção. Ligou o rádio, mudou a estação. Ligou o carro e
queria mudar o rumo. Fez a curva, atravessou o farol amarelo e seguiu pelo
mesmo caminho que a levava todos os dias para dentro. Com 400 contos a menos na
conta.
19.08.2011
A Mulher Nua - A Xícara, a Colherinha e o Café (repostagem)
Redemoinhos. Talvez
fosse um exagero definir assim os efeitos da colherinha na xícara de café. O
líquido rodava, anyway. A
espuma cor de creme se desfazendo a cada volta tornado-se café de novo. Tinha
mania de observar coisas irrelevantes - como a espuma, o café e a
colherinha - e tentar tirar dali alguma grande ideia ou revelação. Ou por não
haver nada mais interessante do que o irrelevante. Geralmente era assim. As
vozes na praça de alimentação eram tantas e tão iguais que lembravam o templo
budista onde "comemorou a vida" de seu pai um ano após sua partida. O
oposto. O som do shopping era ácido, irritadiço. Uníssono, como o do templo,
mas absoluta e definitivamente distinto deste. Mais do que o contrário um do
outro.
Enquanto o templo lhe trazia uma noite de verão de calmaria praiana e
briza, a perfeita conjunção de vozes formavam o "oooommmm"
pacificador, calmante; os uníssonos da praça de alimentação eram afiados,
desiguais, misturados, distintos e o som... o som era impronunciável. Uma
tentativa forçada talvez trouxesse uma série de
"aaaaaaaaasssaaaooiioaaaaa". Um grande "asssaioiiiaaa" que
não significava nada. Até o bater de pratos, copos e talheres eram suprimidos
por aquele som alto, irritante, frenético, apressado.
A xícara, o café e a
colherinha deixavam de ser irrelevantes nesse cenário. Eram quase
salvação para a péssima escolha - ou falta dela - de estar na praça de
alimentação de um dos shoppings mais movimentados da cidade mais movimentada do
país para pensar no que tinha acabado de acontecer.
Lembrou de Leonardo:
"as ruas tinham que ter caixas de som espalhadas em todos os postes! a
vida tinha que ter trilha sonora!". Sorriu com ternura, discretamente, de
sí para sí e para Leo e suas idéias e entusiasmo para transformar o mundo.
Tomar café sozinha
num lugar daqueles... Geralmente quando se decide ficar sozinho para
pensar, o cenário é outro. Nos filmes e livros é outro. Neles funciona. Pelo
menos nos filmes. Há Paris, Nova Iorque, uma grande janela fechada para a neve
enquanto se balança a xícara com o líquido quente mirando a paisagem branca e
gelada do lado de fora. Nos filmes alemães, pode-se sentar na sacada de casa,
com toucas e luvas feitas à mão. E cachecóis. E polainas. Os sons dos carros
são outros. Os pneus na neve fazem outro barulho e há as árvores que mudam o
som ambiente.
Um golinho no café e
já estava de volta ao shopping. Lá não fazia frio, nem calor. A temperatura era
sempre "agradável". Se estava frio, no shopping era confortável. Se
era calor o que sentiam os frequentadores do lado de fora, dentro era um
alívio.
O dedo indicador
tocou o biscoitinho ao lado do café. O preço do café teria a ver com o
biscoitinho? Não... o condomínio, aluguel... Outra coisa que nunca imaginou que
iria compreender: o outro lado. O lado de quem faz. Quem paga, quem emprega.
Dane-se.
Não queria o
biscoitinho. Não queria que o café acabasse. Queria sair dali. Pior não saber
pra onde ir. Pior ver tanta gente aparentemente sem problemas, ou com os mesmos
problemas, tanta gente e ninguém.
Shopping é o lugar
com mais habitantes por metro quadrado ideal para se sentir só.
Pensou em ligar o
celular, ver as últimas postagens, curtir algumas coisas. Mas aquilo, naquelas
circunstâncias, lhe parecia o próprio shopping. Gente suficiente para sentir
solidão quando não vai rolar a festa. Rede de relacionamentos sem relação com
os sentimentos ou verdade. Nossa... que chatice. Mais um gole no café e pronto,
a Rede de relacionamentos voltava a ser uma prática agradável. Claro que amigos
só inbox ou pelo bom e velho e-mail... Alguém podia inventar o que falta:
carinho na tecnologia.
Desistiu do celular
na primeira frase de incentivo e lição de moral que viu compartilhada em seu
mural. Se todos realmente seguissem o que espalham, talvez ela não tivesse que
decidir ali, daquela forma, algo tão importante. Certamente, se Leonardo ainda
houvesse, trocariam mensagens o tempo todo. Ouvi que saudade é atestado de que
se viveu coisas boas. Acho que é mesmo.
O último gole. Uma
xícara pequena para tantas intensões. Ao baixar a xícara vazia para o pires,
olhou o biscoitinho. "aaaaiioooonaaaaaaaaioooaaaa". Já o estava
mastigando enquanto caminhava de volta para o estacionamento. Nada como uma boa
xícara de café num péssimo lugar para trazê-la de volta à realidade simplória e
remodelar os problemas para os seus devidos tamanhos. Pelo menos por enquanto
não havia mais nada para decidir.
25.08.2011
segunda-feira, 27 de maio de 2013
A Louça - Fragmento de Uma vida Comum (parte)
Ama-me com ternura.
Ele estava acostumado a ouvir o barulho de panelas e pratos
debaixo d’água. Fazia parte dos sons da infância, adolescência, e agora, da
maturidade. Lá, na frente da TV, nem ouvia. A torneira aberta, os pratos
batendo. Era um som igual à tantos. Era um som comum. Comum como deveriam ser
os pensamentos da dona daquelas mãos que esfregavam panelas, pratos, copos, só que não.
Era assim, automático. Nos dias que tentou chamar atenção para aquilo, o que
ouviu foi um sermão nada sutil, que a vida era assim, que quem tem casa tem que
cuidar, que louça suja é pra lavar, roupa é pra passar. Vindo de quem vinha,
parecia absurdo. Faladas com tanta naturalidade que nem o interlocutor percebia
o grau de conformismo machista dentro delas. Vindo de quem vinha porque era
considerado moderno. Lavava louça (quando dava na telha ou queria agradar).
Trocava fraldas (adorava novidades e participar). Arrumava a cama... ops! Isso não, nunca.
Em 5 anos, duas vezes a cama arrumada por aquelas mãos fortes, que eram
responsáveis pela manutenção da casa - aquelas coisas de trocar lâmpadas,
instalar fios, consertar paredes, desentupir pia... enfim, papéis bem
definidos. Se dizia moderno, compreensivo, falante, alegre e de muitos amigos, bom
papo.
Alguma coisa estava errada naquele moto contínuo, embora não conseguisse identificar a razão do incômodo. Era mais que lavar a louça de domingo, como todas as mammas do bairro faziam. Era mais o quê? Não alcançava.
A torneira continuava aberta e os sons de pratos e talheres
se encontrando embaixo d’água ficando cada vez mais alto, como sinos badalando
na cachola de um bêbado. Ela olhava a espuma diluindo sob a água... mais uma
vez... de novo.... de novo.... e de novo. A cada utensílio colocado no
escorredor de louça, um fio de água escorria sobre seu braço, molhando a
camiseta já toda úmida na barriga.
Começava a pensar onde estava há 10 anos, naquela hora, naquele domingo. Saindo
de um cinema, indo pra um café, absoluta. Depois, voltando pra casa, tirando o
sapato, arrumando suas coisas, fazendo anotações para o trabalho da semana; escolhendo alguma coisa para comer; deitando na frente da tv e esperando o tempo passar e o sono chegar.
Hoje, acordava com o sono que não ia nunca. Amanhã, mais uma semana de
trabalho.
A água, a espuma, as lembranças... levou um susto quando os
braços fortes se cruzaram sobre suas costas.
-
Ai...!
-
Hmmm...
-
Hmmm , o quê?
-
Vai, deixa disso... me beija.
-
(bicota)
-
Ai, só isso? Dá um beijo de verdade! Quero
beijar...
-
(smack)
-
(ssssssmaaaaack)
-
(schulep)
-
(schulep)
-
hmmm… tá com um cheirinho… de detergente.
-
Ah, dá licença!
-
Vai, que é que tem? Detergente é limpeza!
-
(schuleplep)
-
.... sua barriga ta molhada...
-
O que você queria? To lavando louça!
-
Mas, precisa se molhar lavando louça? Lava a
louça, não você...
Não, não precisava. Estar a fim, mesmo com cheirinho de detergente, bastava.
-
Ta, então, chega.
-
Ô, beeeem.... to brincando...
-
Ta, ta bom. Agora chega.
-
Ô loco, que mal-humor...
Humor mal-ajambrado, desencentivado, inexplorado.
-
É.
-
(suspiro)
-
(água, espuma, prato, talheres)
-
(passos, suspiro de novo)
Agora, as últimas notícias do
Fantástico
sábado, 25 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
NÃO DEIXE CAIR NO ESQUECIMENTO!
Conte tudo! Registre! Se jogue! Amalgame-se! Se ajude! Ajude-nos! Me conte! Lembre-se de como tudo era tão bom e siga vivendo o bom! O que aconteceu de errado, foi errado, acabou. Quem é bom das coisas aprende com os erros e cresce. Quem não percebe isso, não é doente do pé. É a outra coisa e não merece esperneios e muito tempo remoído. A fila anda e o filme começa, o avião decola, La Strada é de Felini e Dio Come ti Amo foi com Gigliola Cinquetti. Boa noite, Waltons.
De Hoje em Diante
Vou modificar o meu modo de vida. Agora não vou mais chorar, cansei de sonhar, de esperar enfim, e pra começar, só vou gostar de quem gosta de mim.
Aguardem. Não vou parar de postar por aqui, não, não vou. Gosto desse cantinho. Meu cantinho do café, onde desobrigada, posto, reposto e até mutilei alguns textos para que em outras aplicações permanecessem inéditos, conforme estou aprendendo a agir no quesito editoria story telling. Yes, I am.
E como tudo muda muito rápido, mon dieu. Agora não são mais palavras, são fatos. Espero a hora que vou enrolar minha TV 52 polegadas como um pôster, guardá-la num casulo com células para captação de energia solar. Casulo igual ao dos arquitetos que costumavam desenhar à nanquim em papel vegetal seus projetos e que agora contam com o axílio luxuoso da inteligência artificial.
Não vai ser fácil eu bem sei... mas pra começar, eu só vou gostar de quem gosta de mim.
Aguardem. Não vou parar de postar por aqui, não, não vou. Gosto desse cantinho. Meu cantinho do café, onde desobrigada, posto, reposto e até mutilei alguns textos para que em outras aplicações permanecessem inéditos, conforme estou aprendendo a agir no quesito editoria story telling. Yes, I am.
E como tudo muda muito rápido, mon dieu. Agora não são mais palavras, são fatos. Espero a hora que vou enrolar minha TV 52 polegadas como um pôster, guardá-la num casulo com células para captação de energia solar. Casulo igual ao dos arquitetos que costumavam desenhar à nanquim em papel vegetal seus projetos e que agora contam com o axílio luxuoso da inteligência artificial.
Não vai ser fácil eu bem sei... mas pra começar, eu só vou gostar de quem gosta de mim.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Us
Sensação física de virar página. Com sua onda e folhas coladas. O tranco do começo, o alto, o frio na barriga, a queda. E a volta. Nova página, o recomeço em pleno meio de história. Sensação física de virar página.
sábado, 9 de março de 2013
Chorão,"é nóis"!
Quero. Só sei isso, quero. Quero ver, tocar, ver se é a mesma coisa. Se o sentimento é o mesmo.
Mas ela vai voltar, e o meu escritório vai ser na praia, e vão ter que falar sério sobre o jovem na TV.
O pessoal do Mundo Clipper , programaço (abraçaço no povo que amo de paixão... ô época boa). Programa de prestígio que o Marcão dirigia o Clipper, amigo, saudade.
Drica, amada, amada, amada, saudade demais da conta. Dirigi o Mundo Clipper e você com a galera é the best.
Flávia, Cesinha... até o Toni que rodava o tp de ponta cabeça (dizem que ele não lia direito), e das máquinas de escrever com aquelas letronas... E o ponto, Drica? Que delícia, que viagem, que coisa gostosa. Não sei como você aguentava o que eu falava no seu ouvido! Às vezes ria e o povo nem sabia porquê,,, mas a gente sim!
Agora nem quero saber de quem são os créditos. São nossos! Nossa capacidade, nosso profissionalismo. Nossa vontade de dar certo - e DEU! Drica, Musa da moçada do rap, apresentando até show....! recebendo gente de responsa e segurando a barra de cabeça erguida, perguntando merrrmo!
Salve, Salve, galera! Saudade! Aê, Chorão, é nóis! Cada vez mais orgulho do que a gente fez, a gente criou e mandou ver. Era uma loucura e ninguém perguntava nada, a gente mandava bala e ia, e ia, e ia,...Aninhaaaaaaa!!!!! Desmarda a pizza de terça pra outra semana!!!!!!! Essa não posso, viajando, Se eu não vir esse povo eu nunca vou me perdoar. Amo demais!
Mas ela vai voltar, e o meu escritório vai ser na praia, e vão ter que falar sério sobre o jovem na TV.
O pessoal do Mundo Clipper , programaço (abraçaço no povo que amo de paixão... ô época boa). Programa de prestígio que o Marcão dirigia o Clipper, amigo, saudade.
Drica, amada, amada, amada, saudade demais da conta. Dirigi o Mundo Clipper e você com a galera é the best.
Flávia, Cesinha... até o Toni que rodava o tp de ponta cabeça (dizem que ele não lia direito), e das máquinas de escrever com aquelas letronas... E o ponto, Drica? Que delícia, que viagem, que coisa gostosa. Não sei como você aguentava o que eu falava no seu ouvido! Às vezes ria e o povo nem sabia porquê,,, mas a gente sim!
Agora nem quero saber de quem são os créditos. São nossos! Nossa capacidade, nosso profissionalismo. Nossa vontade de dar certo - e DEU! Drica, Musa da moçada do rap, apresentando até show....! recebendo gente de responsa e segurando a barra de cabeça erguida, perguntando merrrmo!
Salve, Salve, galera! Saudade! Aê, Chorão, é nóis! Cada vez mais orgulho do que a gente fez, a gente criou e mandou ver. Era uma loucura e ninguém perguntava nada, a gente mandava bala e ia, e ia, e ia,...Aninhaaaaaaa!!!!! Desmarda a pizza de terça pra outra semana!!!!!!! Essa não posso, viajando, Se eu não vir esse povo eu nunca vou me perdoar. Amo demais!
quinta-feira, 7 de março de 2013
SER IGUAL É LEGAL
Dia desses ouvi numa rádio que não era "a minha" um refrão que me levou aos mantras indígenas: "ser igual é legal, ser igual é legal, ser igual é legal". Pasmei quando soube que a música era de 1997, eu, uma devoradora de sons e imagens não conhecia a música que além de ser trilha de novela, é cantada pela irmã da Daniela Mercury. Bom, ela ser irmã da Daniela Mercury não tem nada a ver, o talento é dela. Mas é curioso, não custa dar uma tricotadazinha...E falando em tricotar, Vania Abreu é um doce de pessoa. Educadíssima, fofa de trabalhar, conversar, é uma grande garota que tem a voz quase igual à irmã, o que é uma pena, porque seu repertório é maravilhoso. Conversar meia hora com Vania Abreu é sair calminha, calminha do camarim.
Adorei. Escuto sempre agora. Não mais que Paulinho Moska, que depois de Tom Zé é um tradutor nato do que penso e sinto. E mesmo as músicas que ele ainda não fez, me dizem respeito. Amo. Lenine, Arnaldo Antunes, Rita Ribeiro... mais um tropé de gente é da mesma turma... bom, voltemos ao que foi legal.
Como não uso o carro com exclusividade (preciso de um, seja qual for, mesmo porque é dentro do carro que anoto minhas idéias e textos, o que observo e no que aquilo pode se transformar e no daria se o cachorro levantasse a outra perna para urinar no poste).
Gostei.
"Ser Igual é Legal", veio como uma resposta mais educada aos intelectuais de fala difícil, aqueles que ainda praticam o apartheid cultural. Gostei. Está aqui. Ouçam. Tenho, como sempre, o que criticar. Tem muita voz no miolo da canção. Não havia necessidade de duplicar a voz nem nada. É uma música gostosa que dá pra dançar no carro, com as mãos e os quadris.
Ser igual é legal! Não precisa ser sempre original. Quem é esse tal de maior? E esse tal de menor? Que diferença isso faz? Ser igual também é legal.
Não sofram procurando fazer a obra que vai marcar suas vidas. Façam, não parem de fazer, façam, façam, façam, não parem, nunca parem! Um dia ela vem assim, sendo igual. Bom dia, Comunidade.
Procurem saber quem é Carlos Careqa. Um dos nossos gênios geniais. Como André Abujamra e tantos, tantos... na busca dos caminhos sinceros dessa vida, tenho encontrado conforto ao saber da existência de gente que nunca ouvi falar. Não é o caso de Carlos Careqa e André Abujamra que conheço pessoalmente (não, não somos íntimos amigos, não nos reconheceríamos na rua), mas há tantos!
No show da Amy Whinhouse aqui no Brasil, fui com minha filha. Muitos shows estavam abrindo o espetáculo, grupos que nunca havíamos visto. E adoramos. O Instituto é um itinerante, Thalma de Freitas, sempre.
Ouçam que delícia "Ser Igual é Legal! com Carlos Careqa.
Ser simples é tão bom!




